Agrupamento de Escolas Ribeiro Sanches

O Patrono

 

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Ribeiro Sanches

António Nunes Ribeiro Sanches (fig.1) nasce a 7 de Março de 1699, na vila de Penamacor. Seus pais, Simão Nunes e Ana Ribeiro, são uma família de cristãos-novos. Em 1716 parte para Coimbra para cursar os estudos. Primeiro, matricula-se no Colégio das Artes, dirigido pelos jesuítas. Segue-se depois o curso de Direito Civil, na Universidade de Coimbra. Em 1719 transfere-se para Salamanca e cursa Medicina. Aí adquire o grau de doutor em Medicina, pela mesma Universidade.

Por indicação de Herman Boerhaave ruma à Rússia, onde chega a médico da corte.

De volta a França dedica-se à escrita e ao conhecimento, sendo este reconhecido pelo convite que lhe foi endereçado para escrever na Enciclopédia de Diderot e D’Alembert.

Aos poucos, vai-se afastando da profissão de médico e recolhe-se na intimidade dos livros, redigindo notas sobre as observações que fizera por todos os locais por onde passara.

Os assuntos dos seus escritos falavam de medicina, economia, religião e tudo o que o seu vasto espírito abrangia. O seu objetivo era promover reformas no país adotivo (Rússia) e na sua terra natal, tão separados pela distância, mas tão semelhantes na ignorância e na superstição. Aqui escreve as suas obras fundamentais: (1750:Dissertation sur la Maladie Vénérienne; 1756: Tratado da Conservação da Saúde dos Povos; 1760: Cartas sobre a Educação da Mocidade, uma das suas obras fundamentais, a que se segue o Método para Aprender e Estudar a Medicina; 1763:Mémoire sur les Bains de Vapeur en Russie).

António Ribeiro Sanches morre a 14 de Outubro de 1783. É considerado o maior médico português do século XVIII. O seu autêntico amor português traduziu-se nos inúmeros manuscritos e obras que escreveu, de grande contemporaneidade, na tentativa de contribuir para uma mudança das mentalidades em Portugal.

«[…] o fim da educação da mocidade não é para saírem perfeitos em ciência alguma, e somente para abrir-lhes o entendimento, e ficarem com as luzes necessárias para aprender aquela a que se quiserem aplicar»

António Nunes Ribeiro Sanches, in Cartas sobre a educação da mocidade